A verdade do PPR 2025: Sanepar só cedeu após notificada!

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Após cinco meses de uma espera angustiante e injustificável, a Sanepar finalmente quebrou o silêncio sobre o Programa de Participação nos Resultados de 2025.

O valor anunciado — pouco mais de R$ 28 mil — reflete um resultado extraordinário, fruto exclusivo do suor e da dedicação de cada empregado. No entanto, o que deveria ser um momento de celebração transformou-se em um cenário de indignação e crise institucional.

A forma como os números foram apresentados revela uma estratégia deliberada de desrespeito às entidades sindicais. O Staemcp, juntamente com outros sindicatos, precisou recorrer a notificação extrajudicial para que a empresa se movesse. O documento alertava para os riscos psicossociais coletivos causados pela demora e estabelecia prazos claros, sob pena de judicialização para exibição de documentos.

Segundo o presidente do Staemcp, Aldeir Molin, “nunca antes fomos tão desrespeitados enquanto legítimos representantes dos trabalhadores. A Sanepar e a própria Comissão de Relação Sindical sempre se disseram abertas ao diálogo, mas provaram que isso é pura ladainha para inglês ver. Apresentaram os números de forma açodada, via e-mail simplificado, sem reunião com os sindicatos para o detalhamento dos indicadores”.

Essa atitude mesquinha é uma tentativa clara de deslegitimar a luta sindical. O resultado de 100% de atingimento é mérito dos trabalhadores, mas a postura da empresa é grave e ofensiva.

O que a Sanepar está escondendo? Por que a transparência que sobra para o mercado financeiro falta para quem faz a empresa girar?

A disparidade no tratamento entre acionistas e empregados é o ponto central da revolta. Enquanto o trabalhador vivia na incerteza, o mercado financeiro já detinha todas as respostas!

A ausência de diálogo e o envio de dados simplificados apenas dois dias após a notificação extrajudicial do Staemcp reforça a tese de que a empresa agiu sob pressão, e não por boa-fé.

A postura da Comissão de Relação Sindical, que ignora ofícios e atropela ritos básicos de negociação, fere os princípios basilares das relações de trabalho.

O PPR é um direito conquistado. O trabalhador não aceita mais ser tratado como um detalhe estatístico enquanto vê os dividendos serem distribuídos com tapete vermelho.

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