Pressão de deputados e canetada da Agepar vai derrubar o PPR 2026 da Sanepar!

Staemcp ppr (Copy)

O alerta vermelho foi acionado com a recente decisão da Agepar que, na prática, confisca os R$ 4 bilhões do precatório recebido pela Sanepar e ameaça evaporar com o Lucro Líquido da empresa, e dizimando o Programa de Participação nos Resultados de 2026.

A conta do populismo e o caos no mercado

Há pelo menos dois anos, deputados em busca de palanque vêm usando a tribuna da Assembleia para fazer demagogia, exigindo que o dinheiro do precatório fosse usado exclusivamente para forçar a queda das tarifas. A pressão funcionou, mas ao ceder ao populismo irresponsável, a agência reguladora asfixiou financeiramente a maior empresa do Paraná.

O impacto dessa canetada foi instantâneo. Na última quarta-feira (24), logo após a publicação dos Fatos Relevantes, as ações da Sanepar (SAPR11) despencaram 4%. O portal Money Times resumiu a tragédia na manchete do jornalista Renan Dantas: os dividendos extraordinários foram para o “ralo”. Em resposta, o Conselho de Administração suspendeu o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio (JCP).

Em entrevista, o próprio CEO da companhia, Wilson Bley, escancarou o rombo. A expectativa técnica da gestão era reter 25% dos recursos para manter a sustentabilidade do balanço, repassando 75% para a tarifa. Com a imposição de 100% por parte da Agepar, não restou alternativa à Sanepar senão recorrer à Justiça para tentar reverter a medida.

O trabalhador, com razão, se pergunta: se uma montanha de dinheiro entrou no caixa da empresa, como o PPR pode ir a zero? A engenharia financeira imposta pela Agepar é complicada.

A Agepar fatiou o precatório em duas obrigações:

  • Obras sem direito a retorno (50% do valor): A agência determinou o “Investimento não oneroso”. A Sanepar será obrigada a gastar R$ 2 bilhões enterrando tubos e construindo estações, mas está proibida de repassar um centavo disso para a tarifa futura. A empresa gasta o caixa, não tem retorno e, para piorar, essa dívida será atualizada retroativamente a setembro de 2025 pela taxa WACC de 8,08% ao ano.
  • Queda na arrecadação (Os outros 50%): A outra metade foi transformada em um desconto obrigatório de 25% na tarifa mínima (até 5m³). Na prática, o trabalhador continua tratando a água e mantendo a rede, mas a conta cobrada do cliente será menor. A arrecadação despenca, a receita míngua e o lucro, base do PPR, desaparece.

“Fazer cortesia com o suor do trabalhador, jogando a fatura no colo de quase 10 mil famílias que dão o sangue pela empresa, é inaceitável”, reforça Aldeir Molin.

O Staemcp deixa claro que apoia a modicidade tarifária e o respeito à população, mas não aceita que a companhia seja destruída por dentro.

Deixe Um Comentário