A nova rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho da Sanepar trouxe avanços em relação à proposta anterior apresentada pela empresa, com melhorias em cláusulas econômicas e sociais. Apesar disso, o Staemcp ainda não definiu o encaminhamento e deve avaliar se leva o texto para assembleia ou se apresenta uma contraproposta.
O presidente do sindicato, Aldeir Molin, destacou que houve evolução na negociação, mas reforçou a necessidade de análise responsável antes de qualquer decisão, segundo ele “a proposta avançou em alguns pontos importantes, principalmente em valores e benefícios. Mas ainda precisamos avaliar com calma. Vamos discutir com as entidades e decidir se levamos para assembleia ou se construímos uma contraproposta”, afirmou.
A proposta apresentada prevê acordo com vigência de dois anos 2026/2027, com reposição integral da inflação nos dois períodos. Para 2026, a empresa propõe reajuste pelo INPC com garantia mínima de R$ 160,00 enquanto para 2027 a garantia sobe para R$ 180,00, o que pode gerar ganho real principalmente nas faixas salariais mais baixas.
Outro ponto de destaque é o abono. Em 2026, a parte fixa será antecipada, com valor já corrigido em 3,36%. Para 2027, há aumento real elevando o valor base, além da reposição inflacionária.
No vale-alimentação, além do reajuste pelo índice inflacionário, a proposta traz mudança na data de pagamento, que passa a ser feita até o dia 15, permitindo antecipações quando houver feriados ou finais de semana.
Também houve avanço nos benefícios ligados à educação, com aumento nos valores de material escolar R$ 150,00 e uniforme R$ 300,00, além da ampliação da faixa salarial para atendimento de mais dependentes.
Na área social, a proposta unifica as horas para acompanhamento médico, passando para um banco único de 60 horas anuais, dando mais flexibilidade aos trabalhadores. Há ainda ajustes em férias incentivadas e ampliação de benefícios antes restritos a determinadas regiões.
Por outro lado, temas sensíveis ficaram de fora, como mudanças na escala de trabalho, e prorrogação do adicional noturno.
Diante do cenário da negociações, o Staemcp deve se reunir com as demais entidades sindicais para definir o encaminhamento conjunto. A tendência é que a decisão seja tomada de forma unificada, evitando medidas isoladas.
“Antes de qualquer decisão, vamos alinhar entre os sindicatos. A partir disso, definimos se a proposta vai para votação ou se ainda cabe avançar com uma contraproposta”, completou Aldeir Molin.
A negociação segue aberta, com avanços registrados, mas ainda sem definição final.

