Dia do Trabalhador não é apenas uma data no calendário. É um lembrete claro de que nenhum direito veio de graça — e de que nenhum direito pode ser retirado.
No saneamento, a realidade é de trabalho contínuo, responsabilidade e pressão. Quem está na ponta sabe: é esforço diário para garantir um serviço essencial. Mas esse esforço precisa ser reconhecido de forma concreta, não apenas em discurso.
E é aí que estão os problemas.
Avaliações de desempenho mal feitas continuam sendo utilizadas de forma injusta, prejudicando trabalhadores e distorcendo resultados. Falta critério, falta transparência e sobra insegurança. Isso não pode continuar. O PPR, deveria ser instrumento de valorização. Não é aceitável metas inalcançáveis, regras confusas ou distribuição que não reflete o esforço coletivo. PPR justo não é favor — é obrigação.
Diante disso, o caminho é um só: luta.
Luta firme pela manutenção dos direitos, luta por justiça nas relações de trabalho, luta por valorização real da categoria. E quando houver qualquer tentativa de retirada de direitos, a resposta será clara: enfrentamento e judicialização.
Recorrer à Justiça não é excesso. É garantir que ninguém perca. É assegurar que o que foi conquistado seja respeitado. Nenhum trabalhador pode perder direitos. Nenhum direito pode ser reduzido.
Neste Dia do Trabalhador, o compromisso é reforçado: seguir vigilante, atuante e combativo.
A luta não para. E não vai parar.
Aldeir Molin, presidente.

