O dinheiro do trabalhador está em jogo! O Staemcp e outros nove sindicatos notificaram a Sanepar para exigir participação na definição das metas e dos indicadores que podem influenciar o valor do PPR.
A companhia discute mudanças no planejamento estratégico e nas metas para 2027, mas os sindicatos cobram explicações sobre como essas alterações vão afetar o pagamento dos empregados.
“Não vamos aceitar que a Sanepar mude as regras e depois apresente a conta para o trabalhador pagar. Estamos falando de dinheiro que faz diferença, e os sindicatos precisam participar antes da aprovação das metas, com transparência e critérios justos, o trabalhador não pode ser penalizado por indicadores sobre os quais muitas vezes não tem controle”, afirma Aldeir Molin, presidente do Staemcp.
Por exemplo: R$ 9,9 milhões a menos no PPR em 2024
O PPR de 2024 mostra o impacto dos indicadores no bolso dos empregados. Dos R$ 118,2 milhões previstos como referência para a distribuição, foram pagos R$ 108,27 milhões. A diferença foi de R$ 9,94 milhões que deixaram de ser distribuídos em razão do resultado dos indicadores.
Entre os resultados abaixo das metas estavam a Margem EBITDA, a Evasão de Receitas, as Perdas por Ligação e a Produtividade de Pessoal. Agora, com a revisão do planejamento estratégico, os sindicatos querem saber quais indicadores serão alterados, quais pesos terão e como essas mudanças poderão afetar o PPR de 2027.
Sindicato exige negociação antes das mudanças
A Lei nº 10.101/2000 prevê a negociação das regras de participação nos lucros ou resultados, incluindo critérios e programas de metas.
Os sindicatos também querem avaliar quais resultados dependem efetivamente do trabalho dos empregados. Afinal, não é justo cobrar do trabalhador por metas que ele não tem condições reais de controlar.
O PPR mexe no salário que chega à família. A Sanepar não pode mudar os critérios pelas costas dos trabalhadores e só explicar depois!

