Eleições: 12 Motivos para defender a Sanepar pública

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Nestas eleições, não dá para se omitir ou votar em branco. O momento exige decisão e saber escolher o caminho, afinal de que lado estamos? O Staemcp tem um lado claro e inegociável: estamos do lado dos trabalhadores, do saneamento básico e da Sanepar como uma empresa pública.

Temos acompanhado com preocupação candidatos ao Governo do Estado que já declararam abertamente a intenção de privatizar tudo, vendendo o patrimônio que pertence ao povo paranaense. A nossa água e o suor da nossa categoria não são mercadorias para serem entregues à iniciativa privada.

Não dá para brincar nas urnas, precisamos saber escolher quem realmente defende o que é nosso.

Segundo Aldeir Molin, presidente do Sindicato, “não podemos ser omissos neste momento decisivo a Sanepar é um patrimônio do povo paranaense e, tem candidato tratando nossa água como negócio e nossos direitos como obstáculo. Votar em quem defende a privatização é assinar a entrega das riquezas do Paraná e a precarização das nossas vidas.”

Um dos maiores reflexos de uma empresa pública que valoriza quem a constrói é o Programa de Participação nos Resultados. A matemática da privatização é simples e cruel: se a Sanepar for vendida, adeus PPR.

Na iniciativa privada, o foco exclusivo é o pagamento de dividendos bilionários para acionistas e investidores, muitos deles estrangeiros.

12 Motivos para votar em quem defende a Sanepar pública

Para não restar dúvidas na hora de votar, listamos 12 motivos fundamentais para mantermos a Sanepar como uma estatal pública e barrarmos qualquer projeto de privatização:

  1. Garantia do PPR: Apenas com a empresa pública temos a força para garantir e melhorar a nossa Participação nos Resultados. Na empresa privada, o lucro vai todo para o acionista.
  2. Manutenção dos empregos: O primeiro passo de qualquer privatização é a “reestruturação”, que significa demissão em massa dos funcionários de carreira para a contratação de mão de obra terceirizada e precarizada.
  3. Água é saúde, não mercadoria: O saneamento básico é um direito humano essencial. Empresas públicas focam na universalização da saúde, já; empresas privadas focam no lucro.
  4. Subsídio cruzado: A Sanepar pública usa o lucro das grandes cidades para investir em saneamento nos pequenos municípios que não dão retorno financeiro. A iniciativa privada abandona cidades pequenas por não serem lucrativas.
  5. Preservação do acordo coletivo: A privatização enfraquece o sindicato e destrói conquistas históricas de vales, adicionais e garantias presentes no nosso ACT.
  6. Proteção do patrimônio paranaense: A infraestrutura da Sanepar foi paga com os impostos da população. Vender a empresa é entregar a preço de banana uma estrutura bilionária já pronta.
  7. Tarifas: A privatização do saneamento em outras regiões resultou em aumentos abusivos na conta de água para a população.
  8. Segurança hídrica e soberania: O estado precisa ter o controle dos seus recursos hídricos para agir rapidamente em crises e grandes secas, sem depender da boa vontade do mercado financeiro.
  9. Qualidade do serviço: Para maximizar lucros, empresas privadas costumam cortar gastos com manutenção preventiva e tratamento, colocando em risco a qualidade da água entregue à população.
  10. Retorno financeiro para o estado: Os dividendos que cabem ao Governo do Estado como acionista majoritário retornam para a população em forma de políticas públicas, escolas e hospitais.
  11. Transparência e fiscalização: Uma empresa pública está submetida a órgãos de controle (Tribunal de Contas, Ministério Público), garantindo maior transparência nos contratos e licitações.
  12. Respeito à vida do trabalhador: A busca incessante por lucro na iniciativa privada aumenta a sobrecarga de trabalho, reduzindo equipes e elevando drasticamente os riscos de acidentes de trabalho e adoecimento físico e mental da categoria.

Para conscientizar e mobilizar a categoria, o presidente Aldeir Molin, participou de uma extensa agenda de reuniões e conversas diretas com os trabalhadores.

Nesses encontros, Molin explicou os graves riscos que a venda da empresa representa para o futuro de cada sanepariano: desde o fim de conquistas históricas, como o nosso PPR e as cláusulas do Acordo Coletivo, até a ameaça real de demissões e a precarização das condições de trabalho.

 

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