Enquanto os acionistas comemoram R$ 585 milhões que vai para seus bolsos, os trabalhadores e trabalhadoras da Sanepar vivem sob incertezas diante da falta de informações sobre o PPR de 2025.
Diante disso, o Staemcp protocolou o Ofício nº 90/2026, cobrando a diretoria da Companhia por datas concretas de apresentação e pagamento.
A indignação dos trabalhadores tem um motivo numérico e público: a Sanepar já confirmou que distribuirá mais de R$ 585 milhões aos seus acionistas. Para os investidores, o cronograma é preciso, com pagamentos agendados para o próximo dia 26 de junho. No entanto, para quem opera o saneamento no Paraná sob sol e chuva, a resposta da empresa tem sido o silêncio.
Para o presidente do Staemcp, Aldeir Molin, a disparidade de tratamento entre acionistas e os trabalhadores é inaceitável. Molin destaca que a eficiência que a Sanepar demonstra para satisfazer o mercado deveria ser a mesma aplicada na valorização de seu corpo funcional.
“É uma questão de respeito e isonomia. Não podemos aceitar que a Sanepar se comporte apenas como um balcão de negócios para o mercado financeiro. Se a companhia tem previsibilidade para detalhar centavo por centavo o que cairá na conta dos acionistas em junho, ela também tem os dados para apresentar o PPR aos trabalhadores. O lucro que sustenta esses dividendos não caiu do céu; ele saiu do suor de cada sanepariano”, afirmou Aldeir Molin.
No ofício enviado à Sanepar, o sindicato solicita o agendamento de reunião para a apresentação dos indicadores de 2025. O documento ressalta que a “angústia da incerteza” prejudica o clima entre trabalhadores e ignora o compromisso social que uma empresa estatal deve manter com seus empregados.
O sindicato não permitirá que o trabalhador seja colocado no “fim da fila” de uma empresa que, nas palavras dos próprios analistas de mercado, é uma “tradicional geradora de caixa”.
PPR JÁ! O TRABALHADOR NÃO É INVISÍVEL!

