Auditoria do TCE na Sanepar: omissão de informações sobre cargos impacta o PCCR

Staemcp transp (Copy)

A Sanepar voltou ao centro das críticas após auditoria do TCE-PR apontar falhas na transparência da empresa. O levantamento confirma o que o Staemcp sempre denunciou: falta informação básica e sobra dificuldade para entender como funcionam regras internas, principalmente na carreira dos trabalhadores.

O relatório analisou dados de 2025, com 18 apontamentos. Entre eles, a ausência de dados sobre salários, carreiras e remunerações — incluindo não só dos empregados, mas também da própria diretoria —, além da falta de publicação do PCCR e da tabela salarial, e falhas em informações administrativas e contratuais.

Esse cenário de pouca transparência não só dificulta o controle e o entendimento das regras, como também abre espaço para práticas questionáveis, favorecimentos e decisões sem critérios claros — justamente o tipo de situação que deveria ser evitado em uma empresa pública.

Um dos pontos que mais chama atenção é que o problema não é só de acesso à informação — ele impacta diretamente a vida funcional dos trabalhadores.

É justamente a falta de transparência sobre as carreiras que impede qualquer avanço real no PCCR. Sem dados claros, sem tabela acessível e sem critérios bem definidos, não há base concreta para discutir melhorias. O resultado é um plano que não evolui.

E piora. Além de não avançar, o PCCR passou a gerar preocupação entre os trabalhadores. No último ano, avaliações de desempenho — muitas vezes sem critérios claros — estariam sendo usadas para pressionar empregados e, em alguns casos, justificar desligamentos.

Segundo o presidente do Staemcp, Aldeir Molin, “sem transparência, o trabalhador fica sem referência. E além disso o PCCR é um plano que não melhora e passou a ser usado contra os trabalhadores.”

Na prática, a falta de clareza se traduz em insegurança:

  • o trabalhador não sabe exatamente como crescer
  • não tem acesso claro às regras
  • e fica sujeito a avaliações que nem sempre são explicadas

Para o sindicato, isso enfraquece o próprio objetivo do plano de carreira. Falta transparência, falta respeito às negociações e falta um PCCR que funcione de verdade para quem está na base.

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