A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) anunciou recentemente a aprovação da Lei Orçamentária Anual de 2025 (LOA 2025) pelo Congresso Nacional, destacando a inclusão de um precatório no valor de R$ 3,979 milhões em favor da empresa. No entanto, a companhia ressaltou que ainda não há um cronograma definido para o recebimento desses recursos e que está em diálogo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) para tratar do assunto.
Enquanto a Sanepar se preocupa em tranquilizar o mercado financeiro e garantir a satisfação dos acionistas, uma pergunta importante permanece sem resposta: o que será feito para beneficiar os trabalhadores que mantêm a empresa em funcionamento?
A empresa demonstra grande empenho em assegurar lucros e demonstrar solidez aos investidores, mas parece esquecer-se daqueles que estão diariamente na linha de frente, garantindo o fornecimento de serviços essenciais de saneamento. Se há tanto esforço para atender aos interesses dos acionistas, por que não há a mesma dedicação para valorizar os funcionários que são fundamentais para o sucesso da companhia?
Quando uma empresa obtém lucros expressivos, é essencial que esses recursos sejam distribuídos de forma justa, beneficiando não apenas o topo da hierarquia, mas também aqueles que contribuem diretamente para o crescimento e a operação do negócio.
O questionamento que fica é: os trabalhadores da Sanepar terão algum benefício com esse valor bilionário, ou continuarão sendo tratados como coadjuvantes? Enquanto os acionistas já têm suas garantias, os funcionários aguardam respostas concretas sobre sua participação nesse cenário.
É hora de a Sanepar esclarecer suas intenções: os empregados terão sua fatia nesse bolo bilionário, ou a empresa seguirá priorizando apenas o mercado e ignorando quem realmente faz a engrenagem funcionar?
A valorização dos trabalhadores não pode ser negligenciada. Eles merecem ser reconhecidos e recompensados pelo papel essencial que desempenham.